13/06 by night - Adams Morgan or Madam's Organ
Retornando ao hotel, tínhamos combinado de sair, ir para uma boate latina, como disse, por indicação do colega mexicano, que morou muitos anos aqui. Boys: Brasil, México, Mongólia, Sérvia. Girls: Brasil, Hungria, Trinidad-Tobago, e outra brasileira que não está no evento mas está no mesmo hotel e é amiga do sérvio (??).Havia chovido, então combinamos de ir de táxi. Eu estava arrumada, de saltos altos pink, pronta para dançar. Ocorre que, quando chego no saguão, me informam que resolveram ir de metrô, e não de táxi, como havíamos combinado antes. Daí não tive alternativa senão voltar ao quarto para colocar as botinhas, que me permitiriam andar até o metrô, especialmente na volta. Quando retorno para o saguão, simplesmente o sérvio, a outra brasileira, o mongol e a trinidad-tobaguense (ou tobagana) já tinham partido, de táxi. Acabamos resolvendo ir de táxi também.
O mexicano, que já morou por lá, indicou um lugar chamado Adams Morgan. Existe uma estação do metrô chamada Adams Morgan, mas não encontramos bar nem boate chamado Adams Morgan. Em compensação, achamos um lugar chamado Madam’s Organ, e lá entramos. Musicalmente falando, foram algumas das piores horas da minha vida. Country music radical na veia. Um horror.
Detalhe: obviamente, não encontramos o resto do grupo, eis que não havia um lugar chamado Adams Morgan, e não tínhamos a menor idéia de como encontrá-los.
Em uma das paredes do pub, tinha um quadro com a fotografia de um antigo senhor. Em outra das paredes, um quadro com uma mulher nua. Assim, começamos a brincar dizendo que o old man era o Adams Morgan antes da cirurgia de troca de sexo, quando ele passou a se chamar Madam’s Organ, a moça da outra foto.
Hora de pedir os drinks. A bartender me pergunta se eu não quero uma vaca soda. VACA soda!!! Moça, no meu país, vaca é cow. I don’t understand que beverage pode ser essa. Depois de longos instantes, em que a mulher nos olhava desesperada (quem são esses malucos falando, em português, inglês e espanhol ao mesmo tempo, de cow a uma hora dessas!), finalmente conseguimos compreender que a vaca na verdad!e era uma vodka. Rsrs... Então tá, manda uma vaca soda aí!!
Ponto alto da noite: eu e o outro brasileiro estávamos fora, na frente do bar, tentando recuperar os ouvidos diante da agressão que estávamos sofrendo. Passa um senhorzinho tipo o saudoso seu Francisco das Flores, mas sem o terno. Tinha uns rapazes, e um deles comprou uma rosa e quis dar para o brasileiro me dar. Protestos, não, ele é casado, nós somos amigos, ao que o americano responde: eu também sou casado, mas isso não me impede de dar uma flor para uma bela mulher como você. Aaaaaaaaaaaaiiiii!!!!!!!
Imediatamente após isso, quem surge no horizonte! The Mongolian guy, que estava com o resto do pessoal que saiu no primeiro táxi no bar seguinte, este sim latino! Quer dizer, quase todo o pessoal, pois a Trinidad-Tobago passou mal e retornou para o hotel. A brasileira reclamava que ficaram nos esperando na estação de metrô, pois não sabiam qual era o bar, que não tinha comida, etc. Resumindo, acabamos indo todos para esse bar-boate ao lado, onde o som estava ótimo, dançamos e rimos, mas logo fecharam.
Ah, na saída da primeira boate, o homem que me comprou a flor estava ainda por lá, e veio me dizer o seguinte: Preste atenção: uma bela mulher como você sempre merece receber flores. Aaaaaaaaaaaaaiiii!!!!!!!!!
Que fazer? Como várias pessoas não haviam jantado, lanchado nem comido nada desde a hora do almoço, o mexicano indicou um restaurante. Entramos nada menos que SETE pessoas dentro de um táxi, e para lá fomos. Ao chegarmos, o restaurante também estava fechando.
Que fazer? Saímos andando pela madrugada (thank God eu não estava com meus saltos pink!), até o rio, onde fomos expulsos de uma propriedade privada, tiramos fotos, etc. A húngara estava numa situação lastimável (e o mexicano super interessado nela).
Assim, o mexicano não queria deixar sua amada ir para o hotel sem algo no estômago, e entramos de novo os sete em um outro táxi, e rumamos para a IHOP – International House of Pancakes. Eu pedi um sanduíche (gigantesco, só comi metade), e vocês não podem acreditar no tamanho das panquecas: umas seis ou oito, uma em cima da outra, só que não são panquecas fininhas normais, mas cada uma tem um dedo de espessura. Em cima, uma super-generosa camada de blueberries.
Resultado: voltamos para o hotel às 5:30 da manhã, de novo sete pessoas enfiadas dentro de um único táxi. Sem chance de levantar às 8 para o seminário.

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