http://sublimesucubus.blogspot.com/ O Mundo é Muito Estranho: Dores e Delícias

10 outubro 2006

Dores e Delícias

Ser mãe é maravilhoso.

E a minha filha é maravilhosa - linda, inteligente, divertida, brincalhona e uma exímia patinadora.

Mas como tudo na vida, a maternidade também tem os seus percalços.
Estava toda aqui feliz ontem à noite, me iniciando na arte de blogar. Fui dormir tarde, preocupada em acordar cedo, passear com a cadela e levar minha filha à dermatologista.

Eis que, pouco depois das 2 da matina, gritos ecoam pela casa. Minha filha gritava, berrava, urrava. Não conseguia respirar. Desespero total.

Às 3 da matina eu saía de casa para levá-la ao Centro Pediátrico da Lagoa, preocupada se o novo plano de saúde da empresa seria atendido lá. Confesso que se não fosse, não saberia o que fazer. Sim, o plano cobria. Viva!

A médica disse que faria uma medicação na hora e perguntou se eu tinha nebulizador em casa. Bom, o meu nebulizador foi perdido durante uma reforma em casa. Então ela recomendava que fosse feita uma nebulização lá. Ok. Ocorre que aí ela disse que o diagnóstico era laringite, e que a minha filhinha teria que tomar corticóide!!! A minha filhinha, que nunca tomou antibiótico na vida, ter que tomar corticóide! Mas nem morta, santa!

Afinal, foi depois de um tratamento com corticóide que eu engordei barbaramente e não consigo mais emagrecer de jeito nenhum. Não me parecia uma coisa normal dar corticóide a uma criança. Aliás, eu não faço a menor idéia do que seja corticóide, mas não gosto deles.
Decidi ir para casa e procurar o pediatra de confiança no dia seguinte, hoje. Chegamos em casa aproximadamente às 4:30 da manhã.

Óbvio que não consegui acordar cedo, estava arrasada e absolutamente moída de cansaço.

Resultado: não consegui levá-la à dermatologista, estava desorientada e comecei a procurar o pediatra. Ele atende em Copacabana e na Barra, e eu freqüento o consultório de Copacabana. Hoje, óbvio, é dia de Barra. O telefone da Barra mudou. Ligo pro celular. Atende a secretária. Procedimento básico (acho justo mesmo, senão ele jamais coneguiria atender). Explico o problema. Ela me diz que "ele não trabalha com sistema de encaixe". Mas é uma emergência, pô! Tudo bem, vou falar com o doutor e lhe retorno.
É óbvio que a mulher não retornou. Então eu ligo de novo e falo: me dá o endereço daí. Mas ele não pode lhe atender! Minha filha, se ele não está em parto e não pode me atender em uma emergência, então ele vai deixar de ser meu médico! Cinco minutos depois ele me liga, gentil como sempre, disse que se o diagnóstico fosse realmente aquele a medicação seria adequada, mas que seria melhor ver a criança, eu poderia ir às 16 horas? Sim, claro!
Ligo então para o trabalho para avisar que não poderei ir, conto o problema e ouço de volta: a médica receitou xxx ou yyy? Não sei, deixa eu olhar na receita. Ih, na receita tem, literalmente: xxx ou yyy. Cê tá de brincadeira! Não, o filho dela toma direto e a filha do cara ao lado acabou de tomar por 5 dias - é o procedimento básico.
Saímos de casa às 15:20 e pegamos o que acredito ter sido o maior engarrafamento da história recente do Rio de Janeiro. Pedras rolaram na estrada da Barra, como vocês sabem, e tudo estava literalmente parado.
Chegamos ao Downtown, onde fica o consultório, às 16:30.
Diagnóstico: laringite mesmo, mas sem necessidade de tomar corticóides. Um xaropezinho básico e muita nebulização.
Saímos da Barra às 17:20 e chegamos em casa às 19 horas (tá bom, foi às 18:58).
Conclusão: não sei, estou cansada demais.