Miercoles
Novo dia de sol, mas, como so fui dormir as 2 da manha, obviamente nao acordei as 6 para ir a praia. Minhas companheiras de noite tambem nao foram.O mar caribenho, presumo, teve alguns problemas durante a noite: a avenida beira-mar (uma rua de ida, outra de volta) estava completamente alagada por causa da ressaca. Varias outras ruas, a uma distancia consideravel do mar (tipo Delfim Moreira – Ataulfo de Paiva) tambem apresentavam grandes concentracoes de alagamento. Quase pedimos um barco para chegar ao centro de estudos.
O ritmo de trabalho eh massacrante. Cansativo, mas interessante. O mais engracado eh constatar que, por mais que possamos reclamar do atraso do Brasil, o nosso pais esta muito a frente dos hermanos latinoamericanos.
Tento falar com minha filha. Compro uma tarjeta, telefono, mas ela nao esta em casa. Mais tarde, chegando ao hotel, tento ligar de um telefone publico. Nao funciona. Na recepcao me informam que posso ligar do quarto. Na habitacion, o telefone tambem nao funciona. Problemas na rede do hotel. Saio por perto do hotel para procurar um telefone publico. O unico disponivel nao aceita a tarjeta que tinha. Andei por pelo menos quatro quadras (enoormes) e simplesmente nao ha telefones publicos por aqui. Da mesma maneira que nao ha lixeiras. Finalmente encontrei um local onde se fazia chamadas, e, com dificuldade, consegui ligar para o Brasil. 900 pesos o minuto. Encerrada a chamada, a chica diz que devo 13.500 pesos. Como assim?? Quanto tempo eu falei? 5 minutos (dos quais muitos perguntava se minha filha ouvia e outros mais pedia que falasse mais alto pois nao ouvia). Ora, se foram 5 minutos, como eu devo 13.500 pesos? Ora, 5 minutos vezes 900 pesos da 13.500 pesos... A matematica eh muito estranha na Colombia...
A noite, fomos a la rumba de chiva!! Em suma, tipo um bus-trenzinho turistico, todo aberto, com musica tipica ao vivo, todos cantando, dancando, e tomando rum com soda. (parentesis: antes de a chiva sair, duas criaturas desceram revoltadas porque o rum nao seria rum, e sim genebra, ou gim – meu estomago diz que nunca saberei o que era aquilo). Paramos em um ponto turistico – as muralhas e no final em uma boate. Voltamos para o hotel meia noite.
Interessante mencionar que, enquanto a chiva esta parada, acorrem dezenas de vendedores de agua e produtos tipicos, especialmente chocalhos para se ir fazendo ainda mais barulho quando a chiva anda. Uma criatura queria porque queria me vender um chocalho a 15.000 pesos. No final, estava me oferecendo dois chocalhos por 5.000 pesos. E fazia fiado para amanha. Se demorasse mais um pouquinho, acredito que ele me pagaria para levar os chocalhos.
Si, no posso esquecer!! Cada fila da chiva recebia, de inicio, uma garrafa de rum, duas de soda, e um balde de gelo. Estavamos, a maioria, na ultima fila, e na penultima tinha uma colega, as duas criaturas que abandonaram a chiva, e outra criatura estranhissima, que concordou com os outros que aquilo nao era rum, mas nao foi embora. Como estavamos apertados na ultima fila, e sobrou espaco na penultima, nos rearranjamos, e o pessoal que ficou na ultima pegou primeiro o gelo da criatura estranha, depois o rum, eu pedi a soda, e por fim a uruguaia pediu as maracas emprestadas...Ainda tentei integra-lo ao nosso grupo, mas o sujeito era tao sisudo que desapareceu no meio do caminho.
Colombia, Cuba, Chile, Uruguai, Peru, El Salvador, Republica Dominicana. Mais nao digo.

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