O Notebook
Como vocês, queridas duas leitoras, sabem, eu estou há tempos querendo comprar um notebook, mas sempre acho tudo muito caro e desisto. No meu primeiro dia em Washington, entrei em uma loja da Sony e vi o meu objeto de desejo – o VAIO, que é um mini notebook vendido em terras tupiniquins a 10 mil reais, sendo oferecido a 2 mil dólares. Fiquei muito tentada, mas considerei que ainda era muito caro, e desisti. O brasileiro tinha me falado de uma loja de infórmatica, segundo ele fantástica, do lado do shopping, onde estavam vendendo notebooks baratinho. Fui lá dar uma olhada, como quem não quer nada.A loja, Best Buy, é realmente um espetáculo. Perguntei para o vendedor (chinês) qual o notebook mais levinho que ele tinha (atentem só para os grandes e fundamentais critérios da pessoa para comprar um notebook: ela não pergunta as especificações, memória, nada, só o peso do notebook...). Ele me indicou dois modelos com o mesmo peso de 2,2 kg: um Sony (que não era o mini Vaio) por 1.900 doláres e um HP com especificações menores por 1.000 dólares.
Obviamente, fiquei na maior dúvida do mundo, fazendo altas conjecturas, afinal, com 2.000 dólares eu compraria o mini Vaio dos sonhos. Além do que, tinha notebooks sendo vendidos a 300 dólares, uau! Não precisaria nem passar pela alfândega! Mas tive que descartar a hipótese pois eram muito grandes e pesados. Voltei a ficar entre os dois pequenos. Só que entre 1.000 e 1.900 ou 2.000 dólares, mais impostos, vai uma grande diferença, e acabei decidindo comprar o HP de 1.000 dólares, que é uma gracinha (de novo, os critérios, os critérios!).
Achei que estava fazendo um bom negócio, afinal, não tinha ainda encontrado, no Brasil, um computador com configurações mínimas por estimados 2.500 reais (preço + impostos), e as configurações deste são melhores.
Rá! Quando cheguei ao Brasil, fui pesquisar qual seria o precinho do meu novo brinquedinho, e quase caí para trás: OITO MIL REAIS!!! Passei a amá-lo ainda mais, de todo o coração. Ainda bem que eu não tinha idéia quando comprei, pois se soubesse com certeza teria ficado com medo desistido...
Assim, como despedida dos EUA, me tornei uma garota notebookada, com muito orgulho. O único problema é que não poderei mais fazer grandes questionamentos em minha vida, visto que não consigo descobrir onde fica o ponto de interrogação no teclado. Ou terei que formular meus questionamentos assim: você gosta de salsichão (ponto de interrogação).
Bom, mas isso não é nada, considerando o valor agregado do meu brinquedinho.

2 Comments:
Excelente compra e pelas razões mais que justificáveis na opinião da maioria das mulheres (olha o arquétipo, amiga!). Só faltou você ter pedido um, assim, coloridinho... E além da enorme economia (no tamanho e no preço), pensa: agora sua vida será repleta de certezas; um mundo notebookado onde só poderão ser feitas afirmativas, no máximo uma incerteza (...) Mas dúvidas, jamais.
Adorei o comentário, amiga poeta!
E você está toda arquétipa, hein?!
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