Friday night.
Você combina com Amigo ARS de levar os amigos estrangeiros que estão dando pinta na cidade à Lapa. Não dá pra ir direito do trabalho, pois você tem que levar a filha para a casa de uma amiga. OK.
Você, cidadã consciente, resolve pegar um táxi, por ser mais seguro (bebida + violência). Dirige-se ao ponto de táxi na esquina, entra no táxi, que anda um quarteirão e para no sinal da esquina.
No sinal em que os carros deveriam estar andando, o horror. Assalto, pessoas saem de um dos carros, tiros. Tiros!!! O táxi tenta andar. Não, fique parado!!! E se os caras sairem andando, correndo e atirando em nossa direção? Desespero. A vida toda passada em segundos. A confusão se desfaz, um dos carros segue em frente e o outro faz uma manobra arriscada e foge.
O motorista do táxi fala:
- Vamos pela praia.
- Moço, eu estou muito nervosa, dê a volta.
- Ah, moça, isso é normal.
Normal?????????????????????????????????????????????????????????????????
Ah, sinto muito, isso pode ser normal pra ele, mas não pra mim. Fui despejada no ponto de táxi, onde havia outros passageiros esperando, fiquei sentada esperando as pernas pararem de tremer, e enfim voltei pra casa.
O meu coração me disse que não era uma boa hora de ir pro samba.

2 Comments:
Que isso! Que susto! O que diria Manoel Carlos sobre isso???? Realmente, ainda que seu coração estivesse no compasso de uma bateria de escola de samba, definitivamente não era hora de folia.
Bem faço eu de morar nesta cidade interiorana, onde cada evento é um flash! Até a passagem da tocha foi motivo para exultação coletiva.
Nem me fale!
E foi exatamente na esquina da casa dele!
Estou em pânico até hoje...
Mas... devo confessar, cara Vênus, que também tentei acompanhar a passagem da tocha, embora sem sucesso.
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