O mistério da caneta
Dia desses, eu fui coagida (como de costume) pelos outros habitantes da casa a ir ao supermercado. Pego a bolsa, a lista de compras (preparada pela filha e ditada pela assistente) e cato uma caneta para ir riscando os itens da lista. Uma bic básica qualquer.Pois bem. Estou eu no supermercado, pegando os itens da lista e subsequentemente riscando-os da lista, quando percebo que, dentro da bic básica, existe um papelzinho com um nome, escrito em letras toscas: FREDERICO.
Vasculho a minha memória. Conheci, em toda a minha vida, dois Fredericos: um no jardim de infância e outro um senhor sexagenário, no trabalho (e posso garantir que ainda não cheguei a tal faixa etária). Impossível eu ter trazido para casa a caneta de algum Frederico.
A minha filha, por questões alfabéticas do colégio, também não se relaciona com nenhum Frederico. Aliás, Frederico é nome que, convenhamos, não deve batizar crianças há algumas décadas. Mesmo assim, ao chegar em casa, indaguei se ela conhecia algum Frederico. Resposta negativa.
Falta a assistente, única restante na casa para explicar o mistério. Ela nega peremptoriamente que em toda a sua vida tenha conhecido algum Frederico.
Conclusão: Bela deve estar se encontrando escondida com algum Fred por aí... Talvez um schnauzer, um doberman, sei lá! Já pensei até em um pit-bull! Só isso para ela não querer apresentar à família...
