Mama
Mama's birthday.Muita saúde e muitos anos de vida, Mama!!!
O Banco
O meu cartão de crédito tem um limite, digamos, bem econômico. Para mim, está ótimo, além de ser mais seguro. Quando preciso fazer alguma compra maior, ligo para a administradora e peço autorização. OK.Tentei fazer isso, e nada do telefone atender. Meia hora, uma hora, uma hora e meia de ligação. Não dá para aguentar.Ligo para o banco, a moça me atende e eu pergunto se teria como ela me ajudar. Ah, que beleza! Eu tinha ligado para o lugar certo, pois só na agência é que tratam de mudança de limite. Só um detalhe, eu teria que levar os documentos e o pedido seria processado em pelo menos 72 horas. Mas eu preciso da autorização para hoje! Então nada feito. Só me restaria tentar de novo pelo telefone a autorização especial. Desanimada, desliguei.Minutos depois, a mesma moça do banco retorna a ligação, dizendo que verificou o meu cadastro e descobriu que já havia uma pré-aprovação de um limite maior para o meu cartão e que ela poderia fazer a mudança instantaneamente. Mágica. Show de bola. Daí ela falou qual seria o novo valor do meu limite de crédito.Congelei. Risadas nervosas. Por fim, falo:- Mas, moça do banco, esse limite é três vezes maior do que o meu salário!- É isso mesmo, não tem problema.- Muito obrigada, mas não quero não. Pode colocar em xx (valor compatível com o salário).Aí eu fiquei pensando... É assim que os bancos ganham dinheiro, não é? Te dão um limite muito superior às suas possibilidades financeiras, a pessoa se empolga e começa a gastar o que não tem, e quando vê está devendo até a alma ao banco.Ainda bem que eu me controlei.
Arlete
Arlete, para quem não sabe da história, é uma mulher que eu conheci que teve sérios problemas psiquiátricos, fez tratamento, resolveu fazer uma viagem ao exterior para ver se tinha ficado boa mesmo, e durante o vôo conheceu aquele que veio a se transformar em seu marido.De repente me falta o tratamento psiquiátrico.
Vôo
O vôo foi tranquilo. Infelizmente não tive a sorte de vir sozinha em duas poltronas, mas o vôo estava realmente lotado.Ao meu lado, sentou-se um mineiro simpático, casado (lógico!! não consigo dar uma de Arlete), engenheiro eletricista (elétrico é aquele cara assim, ó! - imaginem) e conhecedor da matéria que me levou a DC. Ô mundinho pequeno!Lá nos EUA estava para ser comemorado o Dia dos Pais e o sujeito estava certo de que ia ser recebido com festa e presentes pelos seus filhos.
Regressando...
Após a fantástica compra antes descrita, corremos para o hotel. Lá chegando, eu pedi na recepção que arrumassem um táxi pra gente, mas tinha que ser um big táxi, pois nós estávamos levando 5 malas (duas minhas, três do colega, que comprou milhares de coisas, além de um conjunto completo de malas).
O táxi chegou, tipo uma minivan, e o driver colocou a minha mala enorme, as duas malas enormes do colega e mais uma mala média também do colega no bagageiro. Sobrou a minha malinha vermelha, que foi acomodada no banco dianteiro. Chegando ao aeroporto, os rapazes vão tirar as malas e eu fui pegar dinheiro na bolsa. Entreguei o dinheiro para o driver e quando olho para as malas: CADÊ A MINHA MALA VERMELHA??
O tapado do colega dizia que estava do meu lado (era uma bolsa de mão vermelha). Putz. Cara, não acredito que o sujeito levou a minha mala vermelha, que ele está dirigindo com a minha mala vermelha do lado dele e não se deu conta do vacilo, será que ele não vai devolver a minha mala vermelha? Desespero. Deixei o colega vigiando as malas, fora do aeroporto, e fui telefonar para o hotel. Cadê as moedas? Eu havia usado todas para pagar o metrô e um água, não tinha mais moedas. Consegui trocar um dólar e liguei para o hotel. A mulher começa a falar aquele prolegômeno todo e eu começo a gritar, feito uma louca: - Lady, it’s an emergency!!
Aí a mulher sacou logo que eu era a louca da mala vermelha e disse que o motorista estava retornando ao aeroporto e pediu para eu ficar no mesmo lugar onde ele tinha nos deixado. Ok, tinha deixado o colega lá exatamente por causa disso.
E cadê que o cara chega? Nada, nada, nada. Caramba, será se não tem um retorno aqui por perto que o cara possa fazer uma voltinha? Depois de longos e estressantes minutos, aparece a criatura com minha malinha vermelha. Ele tinha estacionado o carro e estava procurando por nós dentro do aeroporto.
Vamos lá.
O Notebook
Como vocês, queridas duas leitoras, sabem, eu estou há tempos querendo comprar um notebook, mas sempre acho tudo muito caro e desisto. No meu primeiro dia em Washington, entrei em uma loja da Sony e vi o meu objeto de desejo – o VAIO, que é um mini notebook vendido em terras tupiniquins a 10 mil reais, sendo oferecido a 2 mil dólares. Fiquei muito tentada, mas considerei que ainda era muito caro, e desisti. O brasileiro tinha me falado de uma loja de infórmatica, segundo ele fantástica, do lado do shopping, onde estavam vendendo notebooks baratinho. Fui lá dar uma olhada, como quem não quer nada.
A loja, Best Buy, é realmente um espetáculo. Perguntei para o vendedor (chinês) qual o notebook mais levinho que ele tinha (atentem só para os grandes e fundamentais critérios da pessoa para comprar um notebook: ela não pergunta as especificações, memória, nada, só o peso do notebook...). Ele me indicou dois modelos com o mesmo peso de 2,2 kg: um Sony (que não era o mini Vaio) por 1.900 doláres e um HP com especificações menores por 1.000 dólares.
Obviamente, fiquei na maior dúvida do mundo, fazendo altas conjecturas, afinal, com 2.000 dólares eu compraria o mini Vaio dos sonhos. Além do que, tinha notebooks sendo vendidos a 300 dólares, uau! Não precisaria nem passar pela alfândega! Mas tive que descartar a hipótese pois eram muito grandes e pesados. Voltei a ficar entre os dois pequenos. Só que entre 1.000 e 1.900 ou 2.000 dólares, mais impostos, vai uma grande diferença, e acabei decidindo comprar o HP de 1.000 dólares, que é uma gracinha (de novo, os critérios, os critérios!).
Achei que estava fazendo um bom negócio, afinal, não tinha ainda encontrado, no Brasil, um computador com configurações mínimas por estimados 2.500 reais (preço + impostos), e as configurações deste são melhores.
Rá! Quando cheguei ao Brasil, fui pesquisar qual seria o precinho do meu novo brinquedinho, e quase caí para trás: OITO MIL REAIS!!! Passei a amá-lo ainda mais, de todo o coração. Ainda bem que eu não tinha idéia quando comprei, pois se soubesse com certeza teria ficado com medo desistido...
Assim, como despedida dos EUA, me tornei uma garota notebookada, com muito orgulho. O único problema é que não poderei mais fazer grandes questionamentos em minha vida, visto que não consigo descobrir onde fica o ponto de interrogação no teclado. Ou terei que formular meus questionamentos assim: você gosta de salsichão (ponto de interrogação).
Bom, mas isso não é nada, considerando o valor agregado do meu brinquedinho.
16/06 - dia de regressar
Well, well, well... Como vocês puderam perceber, a noite de ontem foi loooonga, de modo que eu precisava dormir algo.
O companheiro brasileiro me chamou às 9. Sem chance. Várias delegações ligaram para se despedir.
Enfim, o brasileiro tinha combinado um almoço com um casal brasileiro, e eu estava incluída no pacote.
Casal simpático, embora a mulher falasse um tanto quanto demais, sugeri en passant a ida a um dos memoriais existentes, e nos levaram ao Memorial da 2ª guerra. A mulher, entretanto, ficou o tempo todo falando do Memorial do Vietnnam, que nao tive oportunidade de ver.Além disso, a mulher é magra de ruim, e disse que não suporta a comida americana, sanduíches, frituras, argh! E fez cara de nojo. Ninguém merece uma mulher magra que não se interessa por comida.
Fomos almoçar e a criatura pede... uma salada! Eu pedi sanduíche e batatas fritas.
De lá, o casal nos deixou no shopping conhecido, onde o brasileiro tinha algumas últimas compras para fazer (parênteses: a mulher dele mandou uma lista enorme e ele foi ao shopping praticamente todos os dias, gastou uma fortuna em roupas para bebê – detalhes pessoalmente).
15/06 end of the night
Havíamos marcado com o mexicano e com outros colegas de sair às 9, 9:30, no máximo 10h, do hotel, para cair na gandaia e finalmente irmos a uma boate latina legítima. Quando chegamos, às 11, só o mexicano apaixonado nos aguardava do lado de fora do hotel.
Corremos para os quartos para nos trocar e voltamos rapidinho, para encontrar the Mongolian guy com uma garrafa de vaca (ou vodka) legitimamente mongol para dar inicio aos trabalhos.
Fomos para uma boate legitimamente latina, com vários pisos e ambientes, cada qual tocando ao vivo ou não vários ritmos latinos.
Boys: Brasil, Mexico, Mongolia, Servia. Girls: Brasil, Hungria, Trinidad-Tobago, e outra brasileira que não está no evento mas está no mesmo hotel e é amiga do sérvio
No meio da noite, surge o representante de Dubai, acompanhado de um parente-amigo de bermudas. O colega era um dançarino que não dá pra descrever, de tão bom. Um Carlinhos de Jesus versão black and extra large.
Bom, mas o tal lugar fechou, e o povo não se conformava em voltar para o hotel. Fomos procurar outro lugar aberto, e o lugar era, àquela hora da noite, meio sinistro, muita gente nas ruas, muita comida e bebida em cima dos carros e onde desse, muito lixo. Encontramos um lugar, por assim dizer, aberto, mas os funcionários olhavam para as nossas caras e riam diante dos pedidos formulados. Closing time! Voltamos para o hotel.
Ao chegar ao hotel, the Mongolian guy resgatou sua garrafa de vaca, que ele tinha deixado na portaria, e queria nos convencer a ficar ali bebendo com ele. Sem chance.
Bom, devo registrar, por fim, que tamanho, definitivamente, não é documento.
15/06
Último dia de trabalho, fotos, despedidas.
O que é um almoço típico de despedida americano? Pizza and ice cream! Sim, foi este o almoço de despedida que nos ofereceram. Detalhe: alguns indianos ou similares depois estavam reclamando muito chateados pois não sabiam que a pizza era feita de pork. Ora, se eles é que não podem comer pork, era obrigação deles perguntar antes do que era feita a pizza, não concordam?
O simpático americano tinha marcado com quem quisesse levar-nos a museus e à White House. Na hora marcada, nos encontramos no metrô, o grupinho de sempre, e fomos para o Museu Aeroespacial. Muito interessante, mas eu também gostaria de ter ido ao Museu de História Natural.
Detalhe: quando um americano disser para você que o lugar que você procura é logo ali, a uma quadra, prepare-se para andar muiito. As quadras geralmente têm o tamanho aproximado de quatro estádios de futebol, e o logo ali nunca chega.
Na saída, encontramos o sérvio (de terno, carregando uma bolsa-pasta-mala pesadérrima) e a outra brasileira (de salto alto), que tinham ido ao Museu do Espião. Caminhamos muito, pegamos o metrô, caminhamos mais ainda, e finalmente chegamos à White House (alô, Vênus, fiz o que você pediu!), onde tiramos milhares de fotos.
De lá, mais caminhada, mais metrô, e fomos parar em Chinatown. Me ressenti de não ter ido mais a Chinatown, pois a atmosfera é vibrante e envolvente, tudo muito colorido e pulsante.
Fomos a um restaurante cuja comida me fez esquecer todas as caminhadas e dores nos pés. Magnífico! E o meu biscoito da sorte disse que eu tenho uma personalidade magnética... Todos concordaram!!
14-06
Como previsto, até acordei às 8, mas virei para o lado e continuei a dormir. Só levantei mesmo às 10, ainda morta de sono, e fui para o evento.
Vocês acreditam que o egípcio-pig do meu lado comprou uma caixa de lenços descartáveis e agora a mesa, do lado dele, está infestado de lenços descartáveis usados!! Eca!!! Que nojo!!
A sessão de trabalho terminou um pouco mais cedo hoje, e o americano simpático trouxe o resultado de sua pesquisa internética: o nome de uma loja para onde ele já tinha ligado e tinham confirmado vender o que eu queria comprar.
Excelente!! Acompanhada de minhas fiéis escudeiras (que não queriam nem saber para onde estavam indo, logo diziam que iriam para onde eu fosse...), fomos parar em um pequeno centro comercial, com a palpitante e tão esperada loja. Momentos de tensão.
Para minha total felicidade, sim, eles tinham os vestidos que eu queria. Mas, como nada é perfeito, eles só tinham 3 exemplares na loja, um número 8, obviamente pequeno, e dois número 16. Teria que arriscar. Comprei os tamanho 16. A mulher da loja ainda me disse que se eu tivesse ido lá na segunda, ela poderia ter tentado encomendar meias e outros vestidos. É, mas desde segunda eu venho tentando encontrar uma loja!
Regressamos para o hotel. Desde o dia em que cheguei, vinha querendo fazer um citytour by night. Havíamos resolvido que este seria o dia. A húngara, que ficou no hotel, ficou responsável por ligar para a agência e fazer as reservas. Só que ela fez reservas para um horário que seria impossível de chegarmos, 18h.
Saímos do hotel às 17:50, para tentar pegar o passeio que sairia da estação United Nation. Eu, as meninas da Romênia, Honduras, México e Hungria, o mexicano e mais um africano que capturamos na saída do hotel.
Chegamos no local do passeio às 19:30 e o bus deveria sair às 19:45. Lotado.
Que fazer? Mais uma vez saímos andando pela cidade, guiados pelo mexicano, passamos pelo Senado, chegamos ao Capitólio, e pretendíamos seguir andando se não fosse a romena, que não conseguia mais dar um passo. Então pegamos um táxi, de novo sete pessoas em um único táxi, e fomos para o Lincoln Memorial. Emocionante. Muito emocionante.
Regressamos para o hotel já quase meia noite e fomos dormir, esgotados de tanta andança.
13/06 by night - Adams Morgan or Madam's Organ
Retornando ao hotel, tínhamos combinado de sair, ir para uma boate latina, como disse, por indicação do colega mexicano, que morou muitos anos aqui. Boys: Brasil, México, Mongólia, Sérvia. Girls: Brasil, Hungria, Trinidad-Tobago, e outra brasileira que não está no evento mas está no mesmo hotel e é amiga do sérvio (??).
Havia chovido, então combinamos de ir de táxi. Eu estava arrumada, de saltos altos pink, pronta para dançar. Ocorre que, quando chego no saguão, me informam que resolveram ir de metrô, e não de táxi, como havíamos combinado antes. Daí não tive alternativa senão voltar ao quarto para colocar as botinhas, que me permitiriam andar até o metrô, especialmente na volta. Quando retorno para o saguão, simplesmente o sérvio, a outra brasileira, o mongol e a trinidad-tobaguense (ou tobagana) já tinham partido, de táxi. Acabamos resolvendo ir de táxi também.
O mexicano, que já morou por lá, indicou um lugar chamado Adams Morgan. Existe uma estação do metrô chamada Adams Morgan, mas não encontramos bar nem boate chamado Adams Morgan. Em compensação, achamos um lugar chamado Madam’s Organ, e lá entramos. Musicalmente falando, foram algumas das piores horas da minha vida. Country music radical na veia. Um horror.
Detalhe: obviamente, não encontramos o resto do grupo, eis que não havia um lugar chamado Adams Morgan, e não tínhamos a menor idéia de como encontrá-los.
Em uma das paredes do pub, tinha um quadro com a fotografia de um antigo senhor. Em outra das paredes, um quadro com uma mulher nua. Assim, começamos a brincar dizendo que o old man era o Adams Morgan antes da cirurgia de troca de sexo, quando ele passou a se chamar Madam’s Organ, a moça da outra foto.
Hora de pedir os drinks. A bartender me pergunta se eu não quero uma vaca soda. VACA soda!!! Moça, no meu país, vaca é cow. I don’t understand que beverage pode ser essa. Depois de longos instantes, em que a mulher nos olhava desesperada (quem são esses malucos falando, em português, inglês e espanhol ao mesmo tempo, de cow a uma hora dessas!), finalmente conseguimos compreender que a vaca na verdad!e era uma vodka. Rsrs... Então tá, manda uma vaca soda aí!!
Ponto alto da noite: eu e o outro brasileiro estávamos fora, na frente do bar, tentando recuperar os ouvidos diante da agressão que estávamos sofrendo. Passa um senhorzinho tipo o saudoso seu Francisco das Flores, mas sem o terno. Tinha uns rapazes, e um deles comprou uma rosa e quis dar para o brasileiro me dar. Protestos, não, ele é casado, nós somos amigos, ao que o americano responde: eu também sou casado, mas isso não me impede de dar uma flor para uma bela mulher como você. Aaaaaaaaaaaaiiiii!!!!!!!
Imediatamente após isso, quem surge no horizonte! The Mongolian guy, que estava com o resto do pessoal que saiu no primeiro táxi no bar seguinte, este sim latino! Quer dizer, quase todo o pessoal, pois a Trinidad-Tobago passou mal e retornou para o hotel. A brasileira reclamava que ficaram nos esperando na estação de metrô, pois não sabiam qual era o bar, que não tinha comida, etc. Resumindo, acabamos indo todos para esse bar-boate ao lado, onde o som estava ótimo, dançamos e rimos, mas logo fecharam.
Ah, na saída da primeira boate, o homem que me comprou a flor estava ainda por lá, e veio me dizer o seguinte: Preste atenção: uma bela mulher como você sempre merece receber flores. Aaaaaaaaaaaaaiiii!!!!!!!!!
Que fazer? Como várias pessoas não haviam jantado, lanchado nem comido nada desde a hora do almoço, o mexicano indicou um restaurante. Entramos nada menos que SETE pessoas dentro de um táxi, e para lá fomos. Ao chegarmos, o restaurante também estava fechando.
Que fazer? Saímos andando pela madrugada (thank God eu não estava com meus saltos pink!), até o rio, onde fomos expulsos de uma propriedade privada, tiramos fotos, etc. A húngara estava numa situação lastimável (e o mexicano super interessado nela).
Assim, o mexicano não queria deixar sua amada ir para o hotel sem algo no estômago, e entramos de novo os sete em um outro táxi, e rumamos para a IHOP – International House of Pancakes. Eu pedi um sanduíche (gigantesco, só comi metade), e vocês não podem acreditar no tamanho das panquecas: umas seis ou oito, uma em cima da outra, só que não são panquecas fininhas normais, mas cada uma tem um dedo de espessura. Em cima, uma super-generosa camada de blueberries.
Resultado: voltamos para o hotel às 5:30 da manhã, de novo sete pessoas enfiadas dentro de um único táxi. Sem chance de levantar às 8 para o seminário.
13-06
Manhã tranqüila, palestras mais interessantes.
Tarde, palestras palpitantes, delegação brasileira em polvorosa, mas tudo acabou relativamente bem com uma intervenção desta que vos fala (escreventemente falando, claro!)
Para se redimir, o americano bonzinho prometeu que me levaria às compras hoje, dizendo que eu não iria embora sem o presente da minha filha. Ok. A minha troupe de companhia (Romênia, México e Honduras) se ofereceram para ir junto, mesmo com os meus avisos de que não tinha idéia de onde ele me levaria, se a um shopping ou a uma loja especializada.
Vamos lá. O americano nos pegou no hotel e fomos procurar a tal loja.
No caminho, ele nos mostrou onde era a antiga sede do seu trabalho, que fica perto do Pentágono, e contou que no 11 de setembro ele estava fora da sede e viu o avião se dirigindo para o Pentágono, o choque e a explosão.
Paramos em um pequeno centro comercial subterrâneo, e nada de encontrarmos loja alguma sobre o tema.
Fomos então a um shopping composto exclusivamente de lojas gigantescas dispostas em módulos enormes, de tamanho tipo Renner, Americanas. Mas não só lojas de departamentos, mas também de esportes, só de roupas, etc. Nada.
Ele se mostrou bastante surpreso por eu não encontrar nada nas lojas de departamento e de esportes, então creio que é porque não era época de inverno (de fato, em duas lojas me disseram que já haviam tido, mas não tinham mais).
Então o americano prometeu que iria pesquisar na internet e que no dia seguinte me daria todas as indicações. Vamos esperar.
Fragmento de uma conversa
- Você conhece Paris?
- Não.
- Ano passado eu estive lá com dois colegas. Nós saímos andando pela rua até que fomos parar em uma praça, chamada Praça da Bastilha. É tipo um point lá, sabe!
- Sei... É um point há pelo menos 500 anos!!
Tem maluco...
... em todo lugar do mundo. Aqui não seria diferente. Ainda na noite de ontem, um cara desconhecido chega na nossa mesa, se dizendo inglês, e começa a acariciar a mão e o braço da húngara.No final da noite, estávamos eu e o brasileiro conversando na porta do hotel, quando quem chega? O próprio, acompanhado de duas mulheres. Ele estava hospedado no mesmo hotel que nós.
Primeira noite digna de registro
Chegando ao hotel, encontrei o brasileiro, e finalmente combinamos de sair. Trinidad-Tobago-girl estava por perto e resolveu ir junto.Quando estavamos saindo do hotel, chegam Mexico-boy e Hungria-girl, que fizeram meia-volta-volver.Fomos todos para um pub em Old Town, e demos boas risadas. Voltamos cedo, mas amanha pretendemos ir a uma boite latina!
Segundo Shopping
12/06, 19:30
Chegamos ao shopping. Qual o ultimo horario do onibus para voltar ao metro? 19:40.
Beleza!! Teriamos 10 minutos para andar pelo shopping!! Mas nada. O americano, super solicito, disse que iria aproveitar o mesmo onibus para voltar ao metro e que iria apanhar o carro dele para nos pegar no shopping aas 9.Nos dispersamos pelo mall. Fui procurar as lojas de esporte. Decepcao. Nada, nada, nada.
Bus
12/06, 19:00 hFicamos esperando um tempao o onibus 65A (ou algo semelhante) e nada. Passaram varios grandes e pequenos, pararam varios, e nada. Daih para o onibus 16B (ou algo semelhante) e fica lah um tempao. De repente, o onibus 16B magicamente se transforma em 65A, todo mundo leva um susto, grita e entra correndo no onibus. Vamos lah.
Chuva
12/06, 18:00 hFomos para o metro encontrar o americano simpatico que combinou de levar a galera toda ao shopping. Na hora, caiu um temporal fenomenal. No metro, umas 20 pessoas esperando e o americano nao chegava. Confusao. Whal shall we do? Que iremos hacer? E aih? (parenteses: pois eh, a amiga de voces/usted/you, em versao trilingue!!).Finalmente, o americano (tipico) chegou com a 8yr-old filha (chinesa) e queria levar a macacada toda para o shopping do qual eu sou guia oficial. Daih expliquei para ele a situacao, lembrei do ice skating gear, e ele disse que despacharia a macacada para aquele shopping (que realmente eh super facil e tranquilo de ir) e que nos levaria (eu e meu grupitcho) para outro shopping, onde eu provavelmente encontraria o que procurava. Pegamos o metro, trocamos da yellow line para a blue line, saimos e ficamos esperando um onibus.
Mais do mesmo
12/06, 17:00Bom, a criatura acima acaba de ser eleita a mais mal educada de todo o planeta, seguida de perto por Sierra Leoa (ja falei desse? Bom, resumidamente, eh o seguinte, todo seminario tem alguem que nao para de fazer intervencoes o tempo inteiro, e neste eh o representante de Sierra Leoa).Na saida do seminario, o shuttle nao chegava, e as mulheres ficaram na frente. Eles se colocaram mais aa frente ainda para entrar primeiro. Aih a mulherada comecou a trocar informacoes sobre as atitudes das criaturas, e a votacao foi unanime. Como se nao bastasse, o carro chegou do outro lado do predio, o sujeito saiu correndo desesperado e foi o primeiro a entrar no shuttle.
Second day of work
Esse cara que esta aqui do meu lado eh muito folgado. Simplesmente ele pegou uns papeis de bala usados e jogou tudo do meu lado da mesa. Nao contei conversa: peguei tudo e empurrei para o lado dele. Aih ele se tocou. Eu posso?
Mais tarde...
... fui a responsavel por guiar 8 pessoas de diferentes nacionalidades ao shopping, ensinar como se usa o metro, comprar os bilhetes, fazer chamadas internacionais. Eu to podendo. Qualquer coisa, ja posso tentar um green card e vir trabalhar de guia aqui, na porta do hotel. Do you wanna go to the mall, madam? I can take you there!Infelizmente, o pessoal eh superdesanimado, estao super cansados, precisando desesperadamente dormir. Ainda tencionei sair com dois colegas, mas pegamos shuttles diferentes e nos desencontramos.Bye, guys, see you tomorrow!
O Coquetel...
... jamais poderia ser chamado de coquetel.
Mein Gott!!
Essas pessoas nao tem a menor ideia do que se esta passando aqui!!!
Grupo de Trabalho - ninguem merece
Eu e quatro rapazes muito simpaticos (2 egipcios, 2 libaneses) que nao entendem nada de X e, como eu tentasse explicar o caso, passaram a falar entre si em lingua desconhecida.
E por falar nisso...
... outra palestra com a leitura de X. Assim vamos mal! Eu nao saih de casa para isso. Pelo menos tem a promessa de um cocktail daqui a pouco.
Viajandao
Vamos supor que voce vai a um seminario internacional em que se vai discutir o documento X e o que X preve e por que X eh tao bom para os paises e por que todos devem aplicar X.Aih voce vira para o colega do lado e pergunta:- E aih, o seu pais ja aderiu a X?Resposta:- Nao sei.What are you doing here, guy??
De canudinho
E o paquistanes, tomando cafe usando o palitinho de mexer cafe como canudinho?
Lunchtime
Acho que eu e uns colegas perdemos a foto do grupo. Eh que apareceu um sujeito que se colocou aa disposicao para qualquer informacao que se precisasse - e cada um foi lah falar dos problemas pessoais. Eu fui perguntar onde encontrar as encomendas de R. Surpresa! Ele disse que seria facilimo me ajudar, pois recentemente comprou para a filha dele - bastaria perguntar aa esposa aa noite. Ueba! Almocamos num restaurante aqui mesmo, downstairs: pizza, quesadilas, burges, etc.
First day at work
Na saida do hotel, fiz amizade com as mocoilas (!!) da Lituania e Romenia.O predio do trabalho eh lindo, maravilhoso. Recebemos crachas especiais de seguranca para entrar no predio. O rapaz (lindo) da entrada pergunta de que lugar do Brasil eu sou, diz que seu irmao mora em Joao Pessoa e que ele ja esteve no Chui. No Chui??? Por que cargas d'agua um americano vem diretamente para o Chui???Ha! A descarga do banheiro funciona sozinha!! E, melhor ainda, voce precisa do cracha para sair do banheiro!! Nao precisa para entrar, mas pra sair, sem cracha, voce esta presa!!Ei! Tem outro brasileiro aqui!Bahamas, Honduras, Paquistao, Malasia, comissao do Egito, Jordania, Mali, Tailandia, Libano, Peru... Estou na propria Torre de Babel!O brasileiro veio falar comigo no intervalo. Ele ja trabalhou no mesmo lugar que eu. E conhece pessoas que trabalham comigo. O mundo, alem de estranho, eh um ovo.Esta palestra esta sendo, basicamente, a leitura de um texto X conhecido. Voces podem imaginar como eu estou adorando... Querem apostar quantas vezes eu ja bocejei?
Constatacao
As mulheres americanas sao impressionantemente obesas. Obesas, obesas, mesmo. Para fazer uma comparacao que voces, amaveis leitoras, possam associar com clareza, obesas tipo a Wilza Carla.
PS - pelo menos as mulheres americanas no shopping domingo a tarde...
BREAKFAST
Realmente, eh muito diferente. Da enjoo ver aquela montanha de bacon e carne as 6 da matina. Pao, so croissants gigantescos. Queijo, so philadelphia creamcheese (sabor morango!?!?) Frutas, so uma salada sem gosto.
Consideracoes sobre o Hotel
First of all, eu fui a ultima passageira do super shuttle a ser deixada, eis que o motorista nao conseguia chegar ao hotel - nem com o auxilio da moca do GPS. Ele teve que parar, telefonar para o hotel e conseguir informacoes sobre a localizacao.
Dai, eh facil deduzir que ele fica no meio do nada. De um lado, uma grande railway, do outro uma big avenue com conjuntos de casas residenciais.
O hotel nao eh exatamente novo, mas as instalacoes sao ok e o pessoal muito atencioso.
Mas o mais tosco eh, realmente, a ausencia de frigobar no quarto. Sim, amigas, eu procurei em todos os cantinhos, no movel embaixo da TV (estava certa de que estaria la!), no armario, no banheiro, ate debaixo da cama, e nada!
Confirmando as minhas suspeitas, descobri que tem um market no lobby, onde voce pode comprar agua, refris, etc.
Ou seja, voce nao pode nem comprar uma comidinha, um queijinho, um patezinho, pra comer mais tarde.
Pior: no hotel nao tem restaurante! So existe, das 16 as 22, um servico que entrega sanduiches e chicken wings.
Vai ser dificil!
American Citizen
Estou me sentido a propria. Peguei o metro, fui ao shopping (que fecha as 18h), 3 pessoas me pediram informacao na rua, um pai me pediu para carregar a filhinha (2 ou 3 anos) na escada rolante (ele estava carregando o carrinho) e no final ela me deu um big and beautiful thank you. Tambem teve a louca do metro, que quase teve um treco quando eu fui pedir uma informacao (tive vontade de dizer i will bite you!!!, mas me contive).
Well, that's it. Preciso ir que so existe um computador free aqui no hotel. Amanha comeca o trabalho propriamente dito, e pretendo dar maiores noticias.
Ah, soh um minutinho, depois falo mais sobre o hotel, mas preciso deixar registrado o fato de que NAO HA GELADEIRA NOS QUARTOS!!!!!!
Bye, guys!!! Kisses!!!
Do Aeroporto para o Hotel
Um monte de lojas de carros, predios espelhados... Perai, eu estou em Washington DC ou na Barra da Tijuca?
Descobri: os EUA inventaram o miguxes. Olhem as placas: PKWY, RD, LN...
GPS eh tudibom. O motorista do shuttle nao queria obedecer as indicacoes da moca do GPS, dizia que ali ele nao ia entrar e etc. He is from Mali, Africa.
Vi o meu primeiro Mc.
Muitas casas em estilo colonial.
Vista aerea de Washington DC
Floresta, floresta, floresta.
Por que os gringos querem saber da Amazonia??
Voo tranquilo
Por sorte, ninguem sentou ao meu lado e pude viajar sozinha em duas poltronas. Dormi. Acordei algumas vezes, mas definitivamente so as 10, quando comecaram a servir o breakfast: 1 croissant, 1 pequeno pote de frutas, 1 geleia, 1 manteiga, 1 copo com dois goles de suco de laranja.
A Sala VIP
Bom, dos males, o menor. Ficamos aguardando durante toda essa espera na Sala VIP! Ha! Mortais... Voces ja estiveram numa sala VIP? Nao? Entao eu vou contar como eh que eh...
Poltronas espacosas e confortaveis, buffet cheio de quitutes deliciosos, open bar com Ballantines, Red Label, licores, vinhos, Absolut e tudo mais.
Ocorre que, alem disso, tem os outros passageiros que estao esperando o mesmo voo que voce. Tem um grupo de chineses jogando baralho ha horas. Tem uma americana ligada no notebook desde que cheguei aqui (e eu morrendo de inveja dela...). Tem um arabian-liked (meda - mas ele viajou de primeira classe do Rio pra Sampa) dormindo, ressonando e roncando atras da minha poltrona. E tem um grupitcho super-hiper-ultra-animado da terceira idade: um casal e uma old lady que a essa altura ja sao amigos de infancia, conversando em altas alturas - uma confessou o assassinato de gatos (quase avancei em cima dela nessa hora), a outra disse que jah trouxe armas (sim, weapons!) dos EUA em tempos remotos, constatacoes sobre a qualidade do creme de leite brasileilro, divagacoes sobre lexotan e dormonid, comparacoes entre chocolate belga e chocolate garoto...
AAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!
Eu nao aguento mais, pessoal!!! Se alguma dessas criaturas sentar do meu lado no aviao, nao me responsabilizo.
2 da manha. Chamaram para o embarque. See you.
Por outro lado...
... eu tinha me esquecido que esses mocassins (vermelhos) deixam tudo aa sua volta vermelho. Assim, minhas meias brancas tornaram-se vermelhas, e meus pes tambem estao vermelhos!!
Special thanks...
... for Venus, que me instruiu na hora certa a colocar mocassins para a viagem. Se eu estivesse de saltinhos, como pretendia, nao teria aguentado essas horas todas no aeroporto...
Pit stop in Sampa
Como vocês todas, caríssimas leitoras, sabem (pois, aliás, tiveram que aturar as minhas angústias antes da viagem), iniciei hoje a minha viagem a Washington DC, tendo como destino final Alexandria, para mais um evento de trabalho.Pois é. Eu sou muito chique, queridas leitoras!!Acontece que ninguém me avisou que o vôo teria uma escala em Sampa. Até aí tudo bem, se o vôo a partir de Sampa não estivesse atrasado nada menos que 4 horas!!! Detalhe: 4 horas de atraso a partir do horário previsto de saída, que só era às 22:30!! Assim, ficarei mofando aqui no aeroporto de São Paulo até às 2:30 da manhã!!!Assim, só devo chegar à Washington DC lá pro meio dia... City tour, depois de tanto aeroporto e avião, vai ser difícil... Só espero que pelo menos o hotel me conceda um early check in, para eu poder me recuperar, queridas leitoras!!E vamos lá!!! Assim que der mando notícias do Tio Sam!PS - Antes que me perguntem por que eu não liguei para o meu primo em São Paulo, comunico que sim, eu liguei, mas ele estava, em suas próprias palavras, em uma fase de "mente expandida" (leia-se completamente out of mind, às vésperas da parada gay), e assim não foi possível sequer cogitar de marcar um encontro.